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segunda-feira, 22 de agosto de 2016
DESIGN e LIXO combinam?

DESIGN e LIXO combinam?

Conceitualmente a palavra design nos remete a substantivos como: concepção, projeto, desenho.

No entanto, em diversos momentos entendemos “design” como uma forma para deixar um produto mais atraente; com uma aparência que desperte a nossa vontade de consumi-lo.
Quando descartamos algum produto que, a nosso ver não tem mais utilidade, (embalagens, aparelhos eletrônicos antigos, roupas, etc…) o denominamos: lixo.
Este por sua vez, geralmente, nos remete a sujeira, coisas sem valor, mal cheiro entre outras características desagradáveis.
Será então possível associar dois termos tão diferentes?
Na prática alguns casos nos fazem acreditar que sim.
A recorrente procura por iniciativas que objetivem a retirada do lixo dos oceanos vem sendo o mote de desenvolvimento de novas embalagens da empresa Method. Esta nasceu nos Estados Unidos e atua como fabricante de cosméticos e produtos de limpeza. Hoje, em virtude disso, vem organizando grupos para coleta de resíduos plásticos dos oceanos para fabricação de suas embalagens a partir daí.
Nesse sentido, o grande diferencial da Method reside no fato de que as embalagens carregam muito mais do que um discurso engajador, visto que possuem um design inovador e não deixam a desejar se comparadas as produzidas com plástico virgem.
Outra empresa que vislumbrou oportunidades nesse nicho é a empresa chilena Bureo, que produz shapes de skates a partir de redes de pescadores que não tem mais uso para pesca. É relevante citar, além de alta performance, o design é exclusivo.
Por fim, na WiseWaste, já transformamos resíduos de produtos eletroeletrônicos (carcaças de computadores, televisores, etc) em cadeiras com design exclusivo, assinadas por Marcelo Rosenbaum e que hoje estão sendo comercializadas na rede de varejo Oppa.
Além das supracitadas, podemos encontrar diversos casos similares… transformação de cascas de abacaxi em tecido, embalagens de salgadinhos em pallets plásticos, embalagens longa vida em telhas, garrafas de refrigerantes em calça jeans e etc.
Descrentes nessa tendência dirão: “Mas trata-se de nicho, quantidades pequenas. Quase artesanato!”. No entanto, é fácil encontrar produtos da Method, por exemplo, nas redes de supermercados orgânicos Whole Foods (uma das maiores do mundo!!).
Ou seja, não se trata somente de uma tendência. Trata-se de abrir o consumidor para novas possibilidades, onde o design é o principal aliado para que o lixo se torne matéria-prima para novos produtos.
Em tempos de jogos olímpicos… NÓS ACREDITAMOS!