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terça-feira, 19 de dezembro de 2017
América Latina segue atraente para aquisições e fusões, Boomera está entre os destaques.

América Latina segue atraente para aquisições e fusões, Boomera está entre os destaques.

Mesmo com um ambiente regulatório complexo, a América Latina continua atraente para fusões e aquisições; a transação e o processo pós-fusão devem ser conduzidos considerando aspectos do mercado e da cultura da organização

 

Fonte: http://www.mundocorporativo.deloitte.com.br/menina-dos-olhos/

 

Um ambiente econômico desafiador, regimes tributários complexos e empresas que, muitas vezes, apresentam baixo grau de governança e compliance. Nada disso parece reduzir o apetite das corporações internacionais pela América Latina. A região continua sendo palco de um número crescente de fusões e aquisições, o que comprova que, a despeito dos ciclos da economia, países como Brasil, México, Chile e Argentina seguem atraentes para investimentos. Essa é uma das principais conclusões do relatório “Estudo sobre Fusões e Aquisições na América Latina – Melhores práticas de integração e separação de empresas na região”, elaborado pela Deloitte em 2017.

O estudo é uma atualização de um levantamento de 2015 sobre as principais atividades de fusões e aquisições (M&A, na expressão em inglês) na América Latina, abrangendo transações de 2014 a 2017. Foram ouvidos executivos de 67 empresas, com faturamento médio de US$ 500 milhões, sendo três quartos de capital fechado e um quarto de companhias abertas. Mais da metade das empresas participantes representa os setores de manufatura, tecnologia, serviços financeiros e saúde.

Para empresas que decidem partir para um processo de integração, existem muitos desafios a fim de garantir que ele ocorra de maneira satisfatória, e este foi justamente um foco prioritário do estudo da Deloitte.

 

A chave do desempenho

Os fatores mais importantes para alcançar uma integração bem-sucedida entre empresas

1. Ter um forte apoio dos executivos líderes
2. Desenvolver um plano abrangente, que inclua a governança dos riscos, otimizando o uso dos recursos, os orçamentos e o tempo
3. Realizar uma comunicação transparente e constante com os funcionários
4. Promover o envolvimento das gerências de ambos os lados (adquirente e adquirida)
5. Criar uma equipe especialmente dedicada à integração
6. Realizar uma due diligence operacional

Fonte: “Estudo sobre Fusões e Aquisições na América Latina – Melhores práticas de integração e separação de empresas na região” (Deloitte, 2017)

 

 

Gui Brammer, da Boomera: aquisição com sinergia para ampliar o negócio

Gui Brammer, da Boomera: aquisição com sinergia para ampliar o negócio

 

O grupo americano Bemis, que atua no fornecimento de embalagens para diversas indústrias, se desfez, em maio de 2017, de sua divisão de lonas agrícolas, a Lonas Carreteiro, para se concentrar nos mercados de alimentos, bebidas, cosméticos, farmacêuticos, médico-hospitalares e pet food. A novidade é que a divisão de lonas foi comprada pela Boomera, uma startup de gestão de resíduos e reciclagem, que viu na empresa uma oportunidade de ampliar os negócios.

Com a aquisição, a pequena Boomera saltou de 20 funcionários para 121, e agregou a unidade industrial localizada em Cambé, no Paraná, que, além da produção de lonas, está equipada com tecnologias de reciclagem de plástico. Isso possibilitará que a empresa ganhe escala nas soluções que, enquanto startup, já havia criado para materiais reciclados. A expectativa é de que o faturamento da Boomera salte da projeção atual de R$ 20 milhões ao ano para R$ 100 milhões até 2020.

A startup é especializada em soluções para resíduos de difícil reciclagem, como embalagens BOPP (um tipo de filme plástico revestido de alumínio, muito utilizado para embalar biscoitos), cápsulas de café expresso e até fraldas descartáveis. Entre os clientes, estão PepsiCo, Braskem, Nestlé e Adidas. “A Bemis já estava decidida a vender sua unidade de lonas agrícolas e, após uma boa negociação, percebemos que era um negócio complementar ao que já fazíamos”, diz Gui Brammer, sócio-fundador da Boomera.

Independentemente do cenário econômico, fusões e aquisições são processos complexos, que requerem planejamento, envolvimento direto de equipes, investimento de capital, tempo e recursos. Para que essa jornada seja a mais suave possível para ambas as partes, é preciso mais do que um bom projeto de execução. Estar atento às nuances do mercado, aos sentimentos dos colaboradores e ao ambiente regulatório são alguns elementos que podem contribuir para uma integração bem-sucedida. Mesmo perante os desafios de mercado, o mundo não para e a roda dos negócios segue girando a pleno vapor.

 

Leia a matéria completa em: http://www.mundocorporativo.deloitte.com.br/menina-dos-olhos/

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